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Os acadêmicso de jornalismo da Fasul participaram do chamado 1º Seminário Integrador. O tema escolhido foi a Lei Maria da Penha.
Na mesa de debates convidados como o promotor de Justiça Giovani Ferri, a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher Simone Ferrari, a coordenadora local da Campanha 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres Lina Viezzer, e a pesquisadora Zenaide Gatti.
O tema é importante e vem ganhando força nos últimos tempos com campanhas mais intensas. Em Toledo, no ano passado, foram 70 casos de violência contra a mulher. Mas este número é bem maior, como explicou a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Simone Ferrari. - Para cada caso denunciado, há pelo menos dez outros que não são - explicou.
Conforme Simone, a Secretaria Especial da Mulher em Toledo atende hoje em torno de 600 mulheres por mês.
Como funciona a Secretaria da Mulher em Toledo
O promotor Giovani Ferri comentou que há cinco espécies de violência doméstica: física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. As principais causas que levam o agressor a bater na mulher são as bebidas, o ciúme e o instinto possessivo de alguns homens.
- A violência vem crescendo e as estatísticas são altas. Somente 10% dos casos de violência doméstica chegam ao conhecimento das autoridades. No âmbito rural, nós praticamente não temos denúncias de agressão, mas sabemos que ocorre - disse.
MEDO
Na opinião dos convidados o medo ainda é o maior problema para reduzir o número de casos de violência contra as mulheres. - Muitas mulheres têm medo de denunciar o agressor devido à humilhação social que podem sofrer, dependência econômica e financeira do marido e receio da desestruturação familiar - frisou.
E Simone Ferrari completou: - Nós temos índices altíssimos de violência contra a mulher e isso, ainda, continua muito escondido.
A pesquisadora Zenaide Gatti acredita que este medo seja fruto da forma como a sociedade foi sendo educada ao longo do tempo, ou seja, foi construída uma forma de olhar diferente para o ser masculino e o feminino. - Desde os primórdios mostra a submissão da mulher. Precisamos ter o ideal de uma sociedade melhor, educar as mulheres para que se respeitem e denunciem os agressores. Precisamos de uma outra mulher para uma outra sociedade - concluiu.
NÚMEROS
Lina Viezzer disse que através da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 - atendeu 269 mil ligações no ano passado, 94% dos casos foram de violência doméstica e familiar; 63% o cônjuge é o autor das agressões; 78% das mulheres que relatam violência têm filhos; 65% de freqüência da violência é diária; 37,1% correm risco de morte e 27,6% com risco de espancamento.
No Brasil, 67% das mulheres agredidas só possuem o Ensino Fundamental; 60% das agressões – lesões corporais e ameaças - decorrem de famílias desestruturadas, que em casos extremos podem levar à morte. Segundo estatísticas, de cada 100 mulheres assassinadas no Brasil, 70 mortes ocorrem dentro da residência da vítima.
Assista ao vídeo do Seminário

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